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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Miolo de pão

Por falta de material higiênico, presas improvisam miolo de pão como absorvente no interior de SP

José Bonato
Do UOL, em Ribeirão Preto (SP)


Mulheres que cumprem pena em cadeias na região de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo) estão sendo obrigadas a improvisar absorventes higiênicos com miolo de pão porque o Estado não fornece material de higiene de forma adequada. Entre os produtos que deveriam ser entregue aos presos estão, além dos absorventes, papel higiênico, sabonete e escovas de dente, entre outros.
A informação consta de ação civil movida no último dia 16 contra o Estado assinada pelos defensores Bruno Shimizu e Patrick Lemos Cacicedo.
A ação objetiva mudar a situação e indenizar moralmente os presos. A prestação de assistência material nos estabelecimentos penais do Estado, segundo os defensores, configura "uma situação de verdadeira calamidade", especialmente na região de Ribeirão Preto.
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/01/24/por-falta-de-material-higienico-presas-improvisam-miolo-de-pao-como-absorvente-no-interior-de-sp.htm

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

quatro paredes para o Alonso


Alonso, querido, esse é o blog de um trabalho que fiz com o Caio em 2009. O blog continuou e parece que tem uma infinidade de coisas nele. Talvez muitas delas possam te servir para alguma coisa (talvez não). Mas acho que, pelo menos, significa muito dentro disso tudo:

http://violentaentrequatroparedes.blogspot.com.br/


"DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2009

eu calei porque...
porque acabou, mas na verdade eu não reconheço o fim, porque era bom estar com você todos os dias, bom respirar junto, suar junto, pensar junto, repensar. Porque repensei e achei melhor calar. Porque do nada as coisas acontecem e a gente nem percebe. Porque talvez tenha sido a semana mais rápida da minha vida e quando fui tomar o café vi que ele já tinha ficado para trás naquela tarde chuvosa. A música já estava decorada, o sorriso já estava na cabeça e as alegrias e os nervosismos já eram identificados com facilidade. Usei a calça dobrada de um jeito diferente naquele dia e só você reparou e quando vi estávamos brincando feito crianças de 2 anos de idade e só a gente achava isso bonito. Porque ninguém mais sabia falar desse jeito, só a gente. Porque se não estamos juntos acho melhor esquecer. Porque na verdade tudo que fizemos foi gritar, melhor calar por um tempo então e ficar assim com vocês, no silêncio, é difícil e fácil, bonito e feio, alegre e triste e talvez necessário, não se sabe de fato nada."